Caetano Dorea
Ph.D. (31 anos)
Universidade de Glasgow, Reino Unido
Foco de investigação: Engenharia sanitária e ambiental
Caetano Dorea é atualmente Professor na área de Engenharia Sanitária e Ambiental no Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Glasgow, no Reino Unido. O
pesquisador brasileiro é também o diretor do novo programa de Mestrado em
Sustentabilidade Hídrica Global. Ele atua nas areas de processos químicos e
(micro)biológicos de tratamento de águas potáveis e residuais com ênfase em aplicações
para países em desenvolvimento. Recentemente ele tem expandido suas pesquisas
incluíndo tópicos como sistemas de drenagem urbana sustentáveis (SUDS) e novas
aplicações para células de combustível microbianas (MFCs) como por exemplo biosensores.
MFCs são uma potencial fonte de energia ecológica, pois conseguem converter a energia
química presente nas águas residuais (entre outros substratos) em energia eléctrica através
de reações naturais bacterianas. A combinação do tratamento de águas residuais e
produção de energia é obviamente benéfica, mas ainda são necessários avanços para
ultrapassar a baixa e variável produção de energia das MFCs.
A dedicação notável de Caetano Dorea a numerosos projetos em países em
desenvolvimento relacionados com saneamento e o fornecimento de água em situações de
emergência, foram essenciais para a decisão do júri. O investigador está interessado em
expandir parcerias estratégicas com cientistas alemães. No Fórum Green Talents pretende
aprofundar o diálogo de investigação nesta área com parceiros alemães.
António Carlos Caetano de Souza
Mestrado (29 anos)
Universidade Estadual Paulista, Brasil
Foco de investigação no Brasil: células de combustível e o uso da biomassa como
uma fonte de energia renovável
António Carlos Caetano de Souza está actualmente a trabalhar na sua dissertação na área
de engenharia mecânica na Universidade Estadual Paulista (UNESP) no Brasil. A sua
investigação está centrada na geração de hidrogénio na base do biogás em associação a
células de combustível. Tem um interesse particular na conversão de glicerina, um
subproduto da produção de biodiesel, em hidrogénio para a geração de energia. Este tipo de
tecnologia é particularmente relevante no país de António de Souza: o Brasil é um dos
maiores produtores de etanol no mundo. Por isso uma tecnologia deste tipo teria um grande
potencial no futuro, uma vez que iria tornar a produção de combustível mais ambientalmente
sustentável e economicamente viável. Com esta participação no Fórum Green Talents,
António de Souza espera iniciar uma colaboração entre o seu grupo de investigação e
instituições científicas na Alemanha.
Na opinião do júri, o trabalho de António Carlos Caetano de Souza como professor de
jovens em situações precárias foi particularmente louvável. Ensina geografia, mas também
discute assuntos actuais de sustentabilidade com os alunos, reforçando as questões de
conflito sobre os recursos.
Juliana Aristéia de Lima
Doutora (31 anos)
Universidade Estadual de Campinas, Brasil
Foco da investigação: Gestão Sustentável na Indústria Química
Juliana Aristéia de Lima, Doutora em Química, está atualmente atuando como pesquisadora
colaboradora (pos doc) na Universidade Estadual de Campinas, no estado de São Paulo. A
pesquisadora trabalha no desenvolvimento de blendas de polímeros biodegradáveis
(biopolímeros) pelos processos de extrusão e casting. Os polímeros são muito usados no
dia-a-dia, principalmente moldados na forma de plásticos, no entanto a maioria desses
materiais não são biodegradáveis, contribuindo para o acúmulo de lixo no meio ambiente.
Dessa forma, uma alternativa para minimizar esse problema é a utilização de polímeros
biodegradáveis e até mesmo biocompatíveis.
Através desta linha de pesquisa, a pesquisadora Juliana Aristéia de Lima investiga um
importante tópico na área da gestão sustentável de recursos. Futuramente, a pesquisadora
brasileira também espera trabalhar com líquidos iônicos condutores que podem servir de
solventes na preparação de membranas poliméricas e aspira um pós-doutoramento na
Alemanha, para tal pretende desenvolver novos contatos com especialistas alemães na
indústria e meio acadêmico.