Dia 07/10/2010

Entrevistado: Maurício Waldman

Maurício Waldman nasceu em São Paulo, na capital paulista, em Dezembro de 1955. Conhecido por sua produção intelectual destacou-se na atuação acadêmica em diferentes temáticas e campos disciplinares.

Paralelamente, Waldman construiu trajetória enquanto ativista social, participando no movimento sindical dos professores, no movimento ecumênico, em ações de solidariedade e na defesa do meio ambiente.

Ex-colaborador de Chico Mendes, Waldman associou-se a movimentos de populações tradicionais e especialmente, pela preservação dos recursos hídricos e dos mananciais da região metropolitana de São Paulo.

Ao longo de sua vida, atuou no Comitê de Apoio aos Povos da Floresta (SP) e no Centro Ecumênico de Documentação e Informação (CEDI). Foi fundador da Associação Cultural Agostinho Neto (São Paulo) e do Conselho Regional de Acompanhamento e Fiscalização do Reator Nuclear de Aramar (Itapetininga, SP).

Desde longa data, Waldman colabora com o Centro de Estudos Africanos da Universidade de São Paulo (CEA/USP) e diversas ONG ambientalistas.

Na esfera administrativa, Maurício Waldman foi Diretor Centro Cultural do Parque Chico Mendes em São Paulo (1990), Coordenador de Meio Ambiente em São Bernardo do Campo (1991-1992) e Chefe da Coleta Seletiva de Lixo da capital paulista (2000).

Exerceu também os cargos de Diretor da Escola do Serviço SOS Criança de São Paulo (1998), da Escola do Complexo Imigrantes da Fundação Estadual do Bem Estar do Menor (FEBEM, 1999) e de Editor da Associação dos Geógrafos Brasileiros de São Paulo (AGB, 2002-2003).

Na vida acadêmica - desenvolvida no âmbito da USP - Waldman marcou presença na sociologia, antropologia e geografia. Em nível do ensino superior como atual professor da área ambiental e da afro-educação.

No exterior, realizou pesquisas no Museu de Etnologia de Berlim, na Universidade de Havana e no Centro de Estudos e Análises Amílcar Cabral (Lisboa). Como convidado especial, participou do Fórum Paralelo da Weltklimakonferenz (Conferência Mundial do Clima da ONU, em Berlim, 1995).

Em 1997 obteve o título de Mestre em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo, com dissertação discutindo topologia, imaginário, meio ambiente, modernidade, percepção do espaço-tempo e sociedade tradicional africana. Trata-se de trabalho pioneiro na área da antropologia topológica.

Em 2006 tornou-se Doutor em Geografia Humana pela USP com tese enfocando a gestão dos recursos hídricos, regiões metropolitanas, meio ambiente, espaço-tempo social e os mananciais da região do Grande ABC. Trata-se do trabalho mais extenso na temática das águas doces e da metrópole paulista.

Waldman tem se destacado enquanto autor de muitos livros e artigos no temário ambiental, recursos hídricos, resíduos sólidos, relações internacionais, religião, topologia, geografia, antropologia, cidadania, racismo, africanidade e afro-educação.

Waldman é professor-visitante na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, atuando no curso de extensão universitária em Afro-educação e no Curso de Pós-Graduação em Gestão Ambiental.

Atualmente, Maurício Waldman é consultor e capacitador em recursos hídricos, matriz energética, resíduos sólidos e educação ambiental. Desenvolve cursos e relatórios técnicos junto a empresas públicas e privadas, administrações municipais, universidades e ONG